sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Museu Casa Guignard


Nesta sexta, 25/2, o artista plástico brasileiro Alberto da Veiga Guignard completaria 115 anos. Como presente para o público, o Museu Casa Guignard, de Ouro Preto, lança a visita virtual da instituição. No site www.eravirtual.org, o internauta poderá ver o interior do museu, seu acervo e as ruas que ladeiam a instituição. Além de imagens, há áudios explicativos, acesso à coleção de cartões, vídeo sobre o artista e outras funcionalidades.
Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por intermédio da Superintendência de Museus, o lançamento da visita virtual acontece às 15h30 desta sexta (25), na sede do museu, na Rua Conde de Bobadela, Ouro Preto (MG).
 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alexa Meade, realidade ou pintura?

Quando olhamos pela primeira vez, não percebemos. Parecem-nos quadros expressionistas bem pintados. Mas olhe com mais atenção, especialmente para os olhos: é praticamente a única coisa no ser humano que não pode ser camuflada. Alexa Meade descobriu uma nova forma de fazer arte, indo além do bodypainting. Ela faz instalações, adaptando os objectos à sua forma de ver o mundo.
Meade adapta o real ao seu mundo, usando uma técnica própria que faz com que a realidade pareça uma figura bidimensional e criando uma ilusão até para o espectador mais atento. "Trompe l'oeil" é o nome da colecção destes trabalhos onde usa tinta acrílica e leva ao extremo o lema "a arte imita a vida", já que o faz em cima da própria vida. Como se construísse uma máscara em cima dos objectos sobre os quais trabalha, mantendo o seu âmago, sem o danificar.

Alexa Meade tem apenas 23 anos e, ao contrário do que possa parecer, a carreira artística nem sempre lhe foi óbvia. Proveniente de Washington D.C., licenciou-se em Ciência Política e já estagiou no Capitólio por várias vezes, sendo que em 2008 fez parte da equipa de imprensa da campanha de Barack Obama. Só há menos de um ano, quando terminou de estudar, é que se decidiu pela sua paixão artistica, trazendo da política a ideia de que as experiências não são verdades absolutas e, por isso, nunca são interpretadas da mesma forma: ver não significa necessariamente acreditar.

"Os modelos que utilizo são transformados em personificações da interpertação do artista da sua essência. Quando vemos uma fotografia ou vemos a instalação pronta, as pessoas que estão por trás do trabalho desaparecem, eclipsadas pelas suas próprias máscaras". (Tradução livre) É por estas palavras que Alexa Meade descreve o seu trabalho, revelando como nos proporciona uma mudança na forma como vivemos as relações espaciais e, por consequência, emocionais.


http://www.flickr.com/photos/alexameade/sets/72157622826164694/show/

sexta-feira, 4 de junho de 2010

imagens mágicas - anamorfoses

Ilusionismo e matemática sempre andaram de mãos dadas com a Arte. Da Proporção Áurea ao Photoshop, temos inúmeros exemplos na história onde a ciência ajudou artistas a “enganarem“ os olhos e o cérebro, criando obras-primas intrigantes. A Anamorfose (do grego na+morphé, “sem forma”) é uma dessas criações, baseada puramente na manipulação da perspectiva visual - da mesma maneira como enxergamos normalmente as pinturas de sinalização de trânsito distorcidas ao nível do chão.

O conceito é simples: uma imagem distorcida que, pela observação de um ponto focal específico ou através de um objeto refletor, aparece reconstituída aos nossos olhos. Os primeiros experimentos desta técnica datam do século XV (iniciados por Leonardo Da Vinci) e foram utilizados em diversos quadros, murais e afrescos cujas pinturas se confundiam com a arquitetura das paredes. “Os Embaixadores“, de Holbein, onde uma caveira se revela quando observada sob um determinado ângulo, é o exemplo mais conhecido de Anamorfose deste período.


Mas a técnica com espelhos, cujos primeiros registros aparecem na China Antiga e difundida no século XVII, é certamente a mais intrigante. A partir daí, a Anamorfose deixou o caráter artístico para cair no gosto popular, sendo difundida para transmitir mensagens políticas, caricaturas e imagens eróticas para aqueles que conhecessem o “segredo” do espelho.

O processo só foi resgatado do esquecimento por artistas visuais no decorrer do século passado, novamente sendo reconhecido como uma ferramenta artística de grande potencial. Um dos destaques contemporâneos são os trabalhos do húngaro István Orosz, composições ricas em detalhes interligando tanto a imagem anamórfica quanto o reflexo resultante.




Apesar de suas características exóticas, a Anamorfose tem grande presença na cultura popular e em nosso dia-a-dia. Além dos já mencionados sinais de trânsito no asfalto, temos exemplos de cartazes, capas de álbuns, filmes, propagandas e até mesmo marcas de cerveja que utilizam este recurso. A chalk art de Kurt Wenner e Julian Beever traz a arte anamórfica literalmente para as ruas com seus desenhos tridimensionais. E no Brasil, quem já passou pela estação República do metrô de São Paulo pôde contemplar de perto o "Monumento Antropofágico com Oswald de Andrade" de Antonio Peticov, um genuíno exemplo de Anamorfose utilizando espelhos e perspectiva. A ilusão da arte, afinal, não está tão distante do concreto e prosaico mundo real.





http://www.anamorphosis.com/

sábado, 8 de maio de 2010

Patiente

A arte de Yuken Teruya


Yuken Teruya é o criador desta arte invulgar, que faz com que árvores surjam de sacos de compras, rolos de papel higiénico e jornais. O artista japonês manipula materiais que todos nós desperdiçamos, transformando os seus significados para reflectir sobre a sociedade contemporânea e a cultura. As suas criações são singulares e parecem captar momentos de transição nos quais os objectos utilizados se transformam e evoluem.

Yuken_Teruya1A partir de sacos de papel, rolos de papel higiénico, livros e folhas, Yuken Teruya cria, através do recorte, meticulosas e complexas árvores em miniatura, pequenos e encantadores mundos, que chamam a atenção para os efeitos do crescente consumismo da sociedade contemporânea, para o esgotamento dos recursos naturais, e outros problemas associados à globalização, como o desaparecimento das tradições culturais e identidades.

A técnica de quirigami (arte de cortar papel) extrai, como se tratasse de uma escultura, formas dos sacos de papel que diariamente deitamos fora, e não importa se são de um supermercado ou de grandes casas de moda como Chanel, Louis Vuitton, Marc Jacobs ou Givenchy. A forma de uma árvore é criada sem adicionar ou remover nada, apenas cortando e dobrando o papel.

Yuken Teruya é natural de Okinawa, Japão, e trabalha em Nova Iorque.

My Creation

My creation Originally uploaded by Madelina.